Wednesday, October 7, 2009

Da Febre

whisper
Suspira o ar ...
Embalo de indecente orgia
Embotamento gélido
A gritar na pedra áspera

A penumbra putrefacta
No vírus celebra circuito
Clama frémito assustado
À luz da sombra

A permanência
alisa a mente
Desvela as orlas
Do cinzento

nas lombalgias
Do céu
Obscuro granito
transpira silêncio
em transe alinhado
No coração do Sol

© MagnetikMoon MMIX




Sunday, September 27, 2009

Saturday, May 16, 2009

Eurovision 2009 ! La verité :-)

Esta é a música vencedora.Por todo o seu calor,força e leveza de movimentos.Pela simplicidade profunda e todo o envolvimento e sensibilidade que as Almas turbulentas transmitem.




Patricia Kaas-Et S'il Fallait Le Faire



S’il fallait le faire, j’arrêterais la terre
J’éteindrais la lumière, que tu restes endormi
S’il fallait pour te plaire lever des vents contraires
Dans un désert sans vie, je trouverais la mer

Et s’il fallait le faire, j’arrêterais la pluie
Elle fera demi-tour le reste de nos vies
S’il fallait pour te plaire t’écouter chaque nuit
Quand tu parles d’amour, j’en parlerais aussi

Que tu regardes encore dans le fond de mes yeux
Que tu y vois encore le plus grand des grands feux
Et que ta main se colle sur ma peau, où elle veut
Un jour si tu t’envoles, je suivrais, si je peux

Et s’il fallait le faire, je repousserais l’hiver
A grands coups de printemps et de longs matins clairs
S’il fallait pour te plaire, j’arrêterais le temps
Que tous tes mots d’hier restent à moi maintenant

Que je regarde encore dans le bleu de tes yeux
Que tes deux mains encore se perdent dans mes cheveux
Je ferai tout plus grand et si c’est trop ou peu
J’aurais tort tout le temps, si c’est ça que tu veux

Je veux bien tout donner, si seul’ment tu y crois
Mon cœur veut bien saigner, si seul’ment tu le vois
Jusqu’à n’être plus rien que l’ombre de tes nuits
Jusqu’à n’être plus rien qu’une ombre qui te suit

Et s’il fallait le faire





Wednesday, April 22, 2009

Je sais:L'Âme...

Entre memórias que escaldam as arestas metabólicas...




Sinto a manhã ténue

Arranhar-me

Os sentidos

Embotados

No odor magnético

Do sono

Sinto a abóbada tremer

Em convulsões imperceptível

Uma masmorra alada

De vícios nocturnos

Moram no inferno

De um Clarão raiado

Sou o ritmo escondido na face calamitosa das ardósias pagãs, o grito sufocado nos primitivos cânticos, e das gotas de chuva que se impregnam na maresia como caudas de chitas excitadas. Não me contagiam os sabores matinais, não me ondulam na superfície profunda da virtude. Que circunda. Que se alimenta de mim e eu da sua pertinaz vontade de calar a treva sempre presente na tela das orações.

Como âncora, perpetuo a lápide nocturna que aloja na fome o sorriso escondido das madrugadas. Jamais me pergunta quando me entrego à lassidão de sentir os primeiros raios solares como a pedra resguardada de um túmulo transparente onde se alojam as iridescentes frases de um pergaminho ousado e com cheiro a papel matizado e amarrotado pelos séculos.

A única voz que se adianta nas curvas geométricas é a métrica inexistente dos quadrados organizados.

Claude Monet.The Tuilleries,1876


Friday, April 17, 2009

Celebração onírica

Foto:fonte desconhecida

Contagiam as vozes da suavidade feroz que guardas no teu olhar,as veredas da sensual carícia dos lagos, as mãos imponentes do chão que levita na temperatura.Resguardas bosques impenetráveis nas chaves,como aves de três asas a desfilarem pomposas nos retalhos de céu,buscas na permanência a quietude açucarada dos musgos e dos riachos.
Os sentidos dançam na consonância da subtileza,arpões contagiam os lagos e possuem os seios da Alma.

Wednesday, April 8, 2009

8 de Abril II


Vislumbro as asas da memória alistadas no fervor do olhar,encontro
olhos serenos dentro desse olhar tão benévolo e gratificante.
Perscruto as emoções em caixas de porcelana, tão ténues que as membranas se espelham
nas moradias das emoções.
Quando as garras se espetam nas luzes loucas dos semáforos e te encostas
ao tecto.
Silenciam os vales quando as aves luzem em alucinações gravíticas nos escombros,sabes como contactar os hemisférios.Convocação cósmica.

Saturday, March 21, 2009

Ostara I


Fecunda a ampulheta
nas margens das nervuras
que apertam nos musgos aromas
gerando vida nas gotas de água
embebidas em gazes cristalinas

Fertiliza o renascer
contínua corrente de seda
transparente desejo




Friday, February 13, 2009

Ardor santificado


Arde na conjunção.Incendeia o vapor na multiplicação.Vibram as mesas das janelas e as tuas pestanas são alimento perpétuo.
Majéstico espiar de lápides!Orações imbatíveis cruzam dependências que se tornam ornamentos de museus insidiosos.
Luz, arte Antiga de meus filamentos, ruge nas alumiações e nas cadências ferventes das alturas e dos olhares trevosos!Sê minha filha hoje e sempre, sê o olhar de meus silêncios sedosos e terroríficos!

Não grites que não te faço mal, sei de cor a melodia dos mortos-vivos.Não lhes tenhas receio, são carinhosos nas suas deambulações petrificantes.Sentem-te os passos e recuperam-se nas águas , afinal as ondas levantam-se quando o céu as mortifica e as oferece em sacrifício.Arranha-as e tornar-te-ás maré.

Afinal, o som das silhuetas sabe seduzir o dia, pertence-lhe.


Monday, January 26, 2009

II Aniversário do TEMPLO

Cresces como uma parte de Mim que jamais vou revelar ou sequer entender.És túmulo, e és janela de túmulo.
A Enviada renova os votos.

Monday, January 12, 2009

Digo-te


Serenamente... destemidamente!
Água veludo caixa trevo canção

Alimenta o meu olhar

Caço os horizontes

Assim prosseguem os amantes

Entranham-se

Nas rubras alucinações

Sunday, January 11, 2009

O Toque Supremo


Movimento que satisfaz o mecanismo da Alma.Mas a Alma, reincidente no crime,avança nas torres, esvoaçando nos dorsos dos cavalos. Torna-se tão pura que as chamas não a alcançam, é a própria chama a suplicar. Todas as flores do recanto sagrado fazem vénias ao inesperado flamejar deste Abraço.

Não seria de imaginar que a luz produzisse certos efeitos frementes mas a treva foi primordial no reaproximar dos estados contíguos.As mãos que dantes temiam o fulgor estão agora unidas no Verbo.Os corações outrora atingidos por arpões estão agora a sarar nos braços de lascívias puras e de violações especiais.A Alma toca a Voz e reage a Melodia.

Apenas Sentir.

Saturday, January 10, 2009

Da incoerência


Dança, abóbada infernal
Nas costas de um retalho abrigo cáustico
De terras insensatas a borbulharem
Gotas ásperas de sons
Na infame reverência no aproximar
Do oceano rubro
À terra das tuas interrogações

Sabes o nome dos montes das águas
Mas evitas pronunciar o sacramento
Não sei porque te escondes
Nas miragens afogadas

Friday, January 9, 2009

Versículo



Castelos incendiados em cenários serenos de lava sopram verdades intensas nas águas revoltas do olhar.Quando as luvas escamam as paredes e as fazem verter.E os céus suspiram guardas impermeáveis.Sonhos respiram nas espirais.

Thursday, January 8, 2009

É Primavera


Rasto de sol nas lúgubres saletas.Um pingo de cera a escorrer na pele dos vidros.Um aceno majéstico que planeia lápides em sementes de húmus nos quadrilhos.

A quadrada esfera que contagia as horas.O inexistente relógio que grita e não tem clemência.Se as esferas são paralelas as águas encontram-se nos dedais.

Já não fere a tempestade.Já não esbracejam sequer os tumultos da lição.Já não sopram aos verdugos as sinetas da tortura.

Ouvem-se palmas dobradas,gritos de guerra e mantras divinos.

Regressos imaculados,filhos de uma dor santificada.

Wednesday, January 7, 2009

Dois pontos:


No silêncio as texturas nos patamares a escuridão
visionários acordados
no chão do ventre o oscilar permanente da voz
indecentes no sacrilégio maior arrepia o som
presente na vastidão oceânica dos louvores
apertem-se as orlas para que acenem
questionando-se

Tuesday, January 6, 2009

Lume


Visito o átrio,
novamente.
reinstalo-me
no meu próprio
Templo

-A memória estala nas redundâncias.

Monday, January 5, 2009

Lanternas e Odisseias

Não há murmurar mais belo
que o de batalhas sangrentas
em que a alma dos dias passados
deambulará sem rumo
nas cortinas que esvoaçam
dentro de dentro da Alma

Sunday, January 4, 2009

Janelas


Quando te deitas na floresta
entreabres as copas
deitas-te
na maciez
da noite
semi-aberta
em par e
despertas

Saturday, January 3, 2009

Pulso


Impõe-se

nas crateras

uma luminosidade

antiga e

crescente

que

seja capaz de

implorar-se

nas artérias



Friday, January 2, 2009


O alimento,devoram-no os corvos nas escarpas.Retalham feridas que embebedam langores.Secam os rios que sobem às árvores e as árvores vertem novos rios só para que grites na melodia.
Agora,deixa que te diga(outra hipótese não tens),sempre que escorre lama nas pedras,é como se arrancasses a pele aos sonhos e os vivesses.

Thursday, January 1, 2009

FELIZ 2009!


Abraço ternamente a ferradura,enlevo-me nos brados incessantes de Marte a abraçar Vénus,num resguardo do Sol vindouro.A ampulheta,feliz,joga comigo nos corrimentos,estanca e fica suspensa no encanto das minhas luzes internas.A aragem da minha Alma é suave,todas as ramagens se abraçam e se entregam nos veios.
Deambulo sorrateiramente nos corredores do portal,castiçais iluminam as reentrâncias nas curvas aromáticas das minhas férreas convicções.Ternurenta,a fuligem do tempo transforma-se em óleo,aquele,a minha fragrância favorita.
A dança entranhada no sangue,as faíscas imponentes da maresia,os olhares cúmplices,o toque das noites e das manhãs,estão todos aqui.Avanço rumo ao horizonte;toque de Arco-Íris.A Natureza abençoa-Me e abençoa-Te.

FELIZ ANO NOVO MAGNETIKMOON!