Thursday, November 8, 2012

Saturday, September 15, 2012

Thursday, March 8, 2012

"É ter fome, é ter sede de Infinito!(...)E é amar-te ,assim, perdidamente.../É seres alma e sangue e vida em mim(...)"


Sempre o Infinito...

Florbela, Bela Flor, um ramo de violetas roxas para ti.
agora fazem-te filmes , filmes sobre a tua vida, sobre o teu sobressalto.
que desengano!Que desencanto! Afinal jamais te amariam na essência,
o que lhes interessa é a fama, a fome que atiça os homens perdidos...
meros navios sem uma única amarra

Sóror Saudade, tu sabes...não é pela tua, pela nossa Arte
nem pela nossa herança que eles se enfeitam e comercializam
é pelo brilho inato que jamais possuirão nesta terra de negrume
é o costume, já sabes que dizem admirar-te enquanto te desprezam
aquela classe cínica de poetas reunidos nas suas casacas misóginas
continuam o trabalho, agora é a cores e em ecrãs 3D
pegam numas mulheres e nuns homens bem-parecidos e brincam com a pureza
de uma dor perfeita que jamais conhecerão-jamais experimentarão o verdadeiro legado!

Belinha,eles querem lá saber do Apeles e da aviação!
se realmente amaste este ou aquele...ou outro...ou os dois , três, ao mesmo tempo!
só lhes interessa facturar mais um ou dois galãs e uma femme e garantí-los para outros filmes...
para não fugirem à regra ainda acrescentam mais uns pormenorezinhos sórdidos
-nada que realmente te afecte- inventados à última da hora para apimentar o enredo...
secalhar andaram a ler as choses improbables que aquela velha inventou numa biografia que não é dela
para poder(em) enxovalhar-te sabendo que o teu corpo já descansava sob os ciprestes e a tua voz física
não iria castrá-la ainda mais-mas coitada,ainda te valorizou mais e lambeu os pés à sociedade
para afundar-se na sua pequenez de rato, coisa de literato barato, alma pequena como sabemos

De Monja para Monja, confidencio-te: também considero mais importante o estado crítico de seca
e as rezas e as novenas que já recomeçaram no soalheiro Alentejo
do que ver aqueles corpos semi-animados a brincarem à longa-metragem do ano de dois mil e doze
a Saudade Portuguesa  vive em cada uma das vozes do legado, jamais nesses escravos do estado
diria até,sobrevive na veia do punhal em forma de LUA negra-nua
deitada a balouçar dentro de um copo de vinho do Porto jamais derramado num vestido branco
sem ou com o consentimento de uma noiva abraçada  ao cadáver do noivo morto-vivo...

O espancamento continua...


"Os homens não Amam, perecem..."




 © MagnetikMoon MMXII