Monday, June 25, 2007

És palavra inacabada



És palavra inacabada,


Sonho indeterminado


Língua de fogo encantada d’ Além


Imprecisa és, minha intensa sentença


És lago dourado e aprendiz silhueta certa


Louca semente espelhada na minha suavidade


Lâmina certeira e infame aqui estamos outra vez



CESSEM OS TUMULTOS NA ALMA



Enternecida , a minha musa levantou-se e enfrentou o julgamento com majestade e com a coragem amazona que sempre a acompanhara. Estava perfeita. Envolvida no manto escarlate que lhe oferecera, bastara um olhar e os juízes caíam a seus pés. Não puderam levá-la ao cadafalso, não ousaram sequer tocá-la. E seguiu o seu caminho guardada pelos seus anjos dourados de reflexos, um caminho de luar sem fim...



MM.



Wednesday, June 20, 2007

É O VOSSO FIM, LADRÕES

Não mexam comigo, não insistam em discriminarem-me,não vos vale a pena.Ainda bem que não sou da vossa raça.Engraçado como vocês falam tão mal o Português hahahaha Então reduzam-se à vossa insignificância e respeitem para serem respeitados.Seus arianos desgraçados!Para não dizer bem pior.Alerto-vos de que comigo não há brincadeira,estamos entendidos?Agora ide pela sombra,ide e não volteis,a porta está fechada.Adeus.







Saturday, June 16, 2007

SPLEEN DE VERÃO

Poema-Acto

As nuvens choram silêncios temperados

Na melancolia, silêncios são poderosas cachoeiras que a mão humana não ousa tocar

Cedo os fios de luz se ligam

Ao inverno do sol e se aprontam

Para a melodia da chegada

Não admiro a confecção das lutas ingratas

Novo dia desponta nos braços da flor

Encharcada pela claridade

E cerro a cortina da tristeza

Para dançar no meu palco radiante

Pelo meu regresso

Monday, June 11, 2007

LET'S GO!

Não mudam os tempos que eu não quero que mudem,

A inocência de um guerreiro é a garantia de segurança
Sábios que se alegram em se descobrirem néscios
Vontades irascíveis que desmontam as ilusões
A vós, nada mais direi,a minha majestade é maior
E a força que a move é para vós um véu escuro,
Não quero brincar com fraudes,estou acima,Vôo Alto...







Sunday, June 3, 2007

SEMÁFORO





Rasgar a máscara ao sopro insensato do esboço,dilacerar a sombra que trespassa os confins da memória,salientar a veia que não esconde a razão submergida numa dolente ilusão ,carnuda e áspera, lobrigar a sentinela que permito fantasiares-te.
Para contornar a iluminação das jaulas do pensamento,
Para sentir o regresso da infinita exaltação de dor que te oferta
Prazer desmesurado nos trópicos da insalubre mansão cénica.

Sunday, May 27, 2007

Thursday, May 24, 2007

Infinito celeste-coordenadas emotivas

Água de centenárias raízes ao luzir emprestadas

A serenidades doces e agitadas

Encontro-te nas luzes sagradas

O caminho dos sete silêncios

Celebrando o ressurgir

Nadamos em bibliotecas aquáticas

Sinónimos interiores de espuma rendilhada

Norte é o segredo intuitivo da nossa alvorada

Abraço orgiástico lento de prazer na voz calada

Levantam-se navios, enfrentam-se batalhas e o corredor do silêncio é festa nacarada, envolvendo cheiro embutido da lembrança. O Sol é inconsistente em paixões arenosas.

Encontros e desencontros confluem e num eterno regresso estou aqui, magnânima na minha história acelarada.

Observo-te... contigo visito os cofres da intensidade e namoro-te, Alma irmã da minha. Tão perto estás do meu arco-íris itinerário. Não demores, estou à esquerda dos teus indícios, relatos sem tempo.

Wednesday, May 23, 2007

Ruína vivente














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Não era novidade


Que estarias a meu lado


Num encontro fugaz mas planeado


Pelos seres da eterna verdade


Senti-te sem precisar


De ver-te tão perto


Porque era já um facto adquirido


Um quadro a óleo incompleto



Mas eles queriam mais...


E quando dei por mim


Estremecia já no teu olhar


Naqueles pormenores


Só nossos ardores fatais


Que nunca morreram


Uma dança de véus sem fim



A tua atitude era a mesma de sempre


Mente com mente lutavamos


Contra o nosso eterno pacto


E não disfarçamos bem, olhamos


O passado solenemente


E só queríamos regressar


Até agora o teu beijo me inquieta

Mas sei que não devo voltar a amar-te

Porque ainda te amo dolorosamente

E tu, continuas também a amar-me

E a não compreenderes o porquê

De eu te ter dito Adeus, breve

Sem condimentos cénicos

Decidi amarrar-me à frieza

E desculpa, de lá não quero sair.

Sunday, May 20, 2007

PARABÉNS!








Thursday, May 17, 2007

Gesto

“As carícias”, de Fernand Khnopff



Encontrei-te num claustro impreciso, tinhas o travo dos fantasmas ideais e a aparência incestuosa das mãos sádicas do silêncio. Encerrado, movias-te ao som dos melodiosos beijos dum longo e intocável olhar. Aproximei-me.


Esperaste que me debruçasse na janela do teu desejo e sem que emitisses um som, eu ouvía-te rezares, contorcias o corpo como uma mola impulsionada pelo desdém de uma Deusa. Querias e não podias atravessar a muralha inexistente das orientais luzes desse ímpeto esquelético. Já o silêncio vergastava a cor da tua odisseia onírica quando gritaste ao sentires as unhas cravadas na carne opaca da fuga.


Já era novo dia quando regressei e te encontrei baloiçando nas sementes, procuraste sentir o sol triangular que invadia a tua irónica e indecente postura. Chamavas-me e eu não aparecia. As feridas eram demasiado deliciosas para que pretendesses curá-las, um fio de água intermitente aquecia a tua mordaz e cada vez mais quente harmonia.


Chamavas-me, e não me sabias. E continuavas a chamar-me, mas era o deserto das minhas chamas , lanças que te atravessavam os cabelos, o único tesouro que sentias estar perto mas inocentemente inacessível.


MM

Tuesday, May 8, 2007





A Lenda de Pigmalião e Galatéia





Pigmalião , originário de Chipre, era um escultor que resolvera passar a vida na mais completa solidão, pois considerava que as mulheres eram imperfeitas e indecorosas. Porém, como não suportava a solidão esculpiu uma estátua de uma mulher para ter companhia. Acabou por apaixonar-se por ela. Tão viva lhe parecia, que ele tratava-a como sua amada. Oferecia-lhe roupas, jóias e flores. Contemplava-a dias sem fio e chegava até a beijar-lhe os lábios frios e imóveis. Chamava-lhe Galatéia. Tanto a adorava que decidiu pedir aos deuses que fizessem com que ele encontrasse uma mulher que se parecesse com a virgem de marfim. Afrodite atendeu ao pedido do escultor e quando este retornou a casa, após a presença no templo de Pafos, voltou a contemplar a estátua perfeita. Após horas de puro deleite visual beijou-a nos lábios. Só que desta vez não encontrou uma resposta fria, mas uns lábios vulcânicos... A Estátua despertou e ganhou vida, transformada agora numa Mulher real, que se apaixonou terrivelmente pelo seu criador. Tornou-se sua esposa e ainda lhe deu
um filho:Pafo.



Theatre of Tragedy-“Lorelei”

Sunday, May 6, 2007

Punição secular


Admite


Erraste


Não poluas os meus riachos


Com produtos senis e pretensiosos


Não te fica bem essa arrogância


Ela pertence apenas aos deuses


Espreme o sumo das lentes


Sentimentos eloquentes


Nas asas da minha vitrine


Nada sabes


Nada entendes




Querias ter explorado a selva vadia dos meus pesares mas a minha dor foi sempre o colorido da tua insatisfação. Olha-me então, nos olhos da tua lápide púrpura e desdenha a sombra da massacrada

Punição. Porque deste Destino não escaparás.

Sunday, April 29, 2007

LOVE ME OR HATE ME LOL

Não gosto deste tipo de música mas esta está tão cute lol

Friday, April 27, 2007

HEY!






WANNA PLAY?

PARA TI QUE ESTÁS SEMPRE COMIGO


Frankie Goes to Hollywood-THE POWER OF LOVE

Hoje respiro Amor, não daquele Amor banal cuja palavra não se justifica. Consigo sentir Amor por quem me odeia, mesmo pelo sofrimento ao qual tenho estado votada. Gott! Como tenho crescido neste labiríntico cemitério vivo! Como é importante valorizar aqueles que fazem parte da nossa vida e não pensarmos apenas em nós próprios, como é magnânima a sensação de ofertar ao nosso próximo o reconforto e a harmonia que tantas vezes lhes têm sido vedadas. Mas o melhor de tudo é mesmo mostrar àqueles que vagueiam nas trevas da ignorância que existe vida a pulsar furiosamente num olhar meigo e doce.

É surpreendente como os ritmos lunares entreabrem certas moradias e nos convidam a viajar sem ficarmos deslumbrados por uma qualquer viagem astral pseudo-nasa. O próprio choro é hoje a certeza, sem filosofias, de que cada lágrima transformou realmente o animal que devorava os indefesos. Sem cruzes.

O Planeta sangra, pontapeado pelo cimento ácido do ser humano, e eu choro com Ela,a Mãe Terra, que está a proporcionar-me mais uma estadia. Sinto a dor de povos que nunca conheci e o chamamento dos seres que me observam, com uma atitude compassiva e cheia de ternura. Não , não recuso os vossos ensinamentos, agora sei o que vos move, Obrigada pelo convite cósmico e por me ensinarem a amar sem vergonha.

Magnetikmoon

Tuesday, April 24, 2007

JOGO

Hoje quero ver-te rendido perante mim

Fazer-te gritar de dor e desespero

Porque me obrigas a tornar-te assim

Meu servo tão frágil e sincero

De rimar eu nunca gostei

Foi traço que sempre recusei

Mas agora vendo-te amordaçado

Grita em mim este triste fado

Hoje é o dia em que te torturo

Sem remorsos amordaçados

Sentindo-te meu neste futuro

De tão alegres pecados

O teu corpo ferido não me dói

Não me cativa este mártir

0 teu ciúme só te corrói:

Não te deixo reagir.


Monday, April 23, 2007

Uiva, vento célere do tormento

A ti já não te pertenço

Proibo-te de resfriares

O passado imperfeito

Nas ruínas de teu secreto senso

Habitam fantasmas

Nesses corredores

Indecentes flamas

Trespassam-te

Num só trejeito!

Não te obedeço.

Esgares

Uma nova rotina trepida

Nas faces da solidão vencida

Violência camaleónica

Toca-me sem avisar

Serpentes esperam o recorte

Da interminável história

Traços inesquecíveis

UM

Lembra-me de te estranhar

Com familiaridade

Recordando-te

Nas palavras

Que expludo

No silêncio

Do sentir-te

Perto de te encontrar

Novamente desnudo

Coração de gelo

(Entre suores frios intercalando com quentes febre e uma faringite detectada hoje)

DIA MUNDIAL DO LIVRO

Uma paixão Antiga que celebro todos os dias. Não saberia viver sem os meus mais fiéis e leais amigos ,companheiros de todas as etapas. Sumerian legacy.

Friday, April 20, 2007

O CORPO NÃO É O FIM ÚLTIMO DA EXISTÊNCIA



EM MIM VIVEU UMA ASSASSINA


E NEM POR ISSO RECUSEI A EVOLUÇÃO


NÃO PRECISO DE MOSTRAR O ANIMAL


QUE EM MIM SEMPRE VIVEU


ONTEM MATEI E HOJE FUI MORTA


VOLTEI A MATAR SEM DEIXAR DE SER EU


E NO ENTANTO SOU IMORTAL


COM A DOR DE VIVER NO CORAÇÃO


DE CADA UMA DAS MINHAS VÍTIMAS


NÃO SOU TREVA,SOU A TUA LUZ


ELAS PERDOARAM-ME E EU LHES PERDOEI


AQUELA FRAQUEZA TÃO HUMANA


DE CEDEREM AO DESEJO DE ME CULTUAREM


POBRES CRIATURAS SEM


VISÃO TÃO CHEIAS DE DRAMA


MAS TU,


TU NÃO SABES A COR DA LUXÚRIA


QUE NÃO É PALPÁVEL E VISÍVEL


TU,ALMA MORTAL À DERIVA


AJOELHA PERANTE A ESTÁTUA


E AGRADECE-LHE A BENÇÃO


SER VAZIO E DESPREZÍVEL


SEM ESTEIO,SEM DIRECÇÃO


LOUVA A TUA ABSTRACÇÃO


E IMPLORA O MEU PERDÃO






D. DE K.


WESTS.