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Friday, April 30, 2010

W-Nacht

Dbm!
Penetra na Alma

O Sol , o novo olhar, o raio permanente

escamas da língua no fogo

híbrida centelha

abraço-te na espiral

nas tuas asas cavalgo a raíz

Celebro-te

caveira celeste, onda de vértebra

no morcego estelar, no caldeirão estrela e dinamite

Cruza no Ar dissipa na Terra aquece a Água dinamiza o Fogo

-Nada me perguntes!sussurra antes na sombra debaixo do oceano

Código de Lua, na Lua em cima das montanhas És trono e és ceptro

És tudo aquilo que Eu danço , que Eu quero, que Eu ordeno


Estica a Luz, espreme a semente no tridente
polígono ascende, rosa floresce, imprime grão no vidro
O meu caixão aceso nas tuas múltiplas vozes é brasão.

-O gongo permanece estático porque redobra a página
no som da solução labareda tríptica santíssima Nervura minha

Basto-Me nas ilusões dos homens que Me desejam
e nas divagações que esboçam nas faces dos azulejos ,
Semente alada, porta entreaberta, a Tocha é Minha.

-Para as flores que me cobrem a nudez existe um muro transparente
ataúde translúcido de orgia silente erótica caverna de escadas de cristal!

Em cada palavra ecoa a soberania Dela em Mim.
Mesmo que quisesses a ranhura apenas a trepadeira grita no cacto rubro;
aleatoriamente sabes o quanto significa não me atentares nos espaços do candelabro.

A lava alinha-se na casca da Árvore das bagas frescas,sumarentas,
porque os poros da chuva são as minhas mãos na tua face rendada de eras infindas
surpreende-te a marcha impenetrável dos insectos e dos vasos de barro
extasia-te a marca na pedra do bosque:
poderia ser uma pedra entre pedras, poderia ser um dólmen
onde a velha dama jazesse esperando por um grito milenar
ou uma aranha vermelha saída do forno e viva na teia dos ossos de dragão
ou mesmo um arvoredo ou uma roseira ,

-Ich bringe dir den Feuer, meine Göttin. Die Knechten sind fertig mit den Gaben. Ich hopffe, dass Sie unsere Libation liebt.
(Sie lebt!Sie lebt!Sie lebt!)

Devoro-te sem piedade na contemporaneidade.



© MagnetikMoon MMX

Saturday, April 10, 2010

A penumbra da manhã


R.Magritte-"La Belle de Nuit",1932

É na penumbra da manhã

que encontro os meus passos

e

faço do horizonte diamante

aritmeticamente

numa soberania gelada


re-encontro o ombro do mármore

em sombras
de raios

Só Tu conheces o Caminho
Só Tu
Em Mim

© MagnetikMoon MMX

Saturday, May 16, 2009

Eurovision 2009 ! La verité :-)

Esta é a música vencedora.Por todo o seu calor,força e leveza de movimentos.Pela simplicidade profunda e todo o envolvimento e sensibilidade que as Almas turbulentas transmitem.




Patricia Kaas-Et S'il Fallait Le Faire



S’il fallait le faire, j’arrêterais la terre
J’éteindrais la lumière, que tu restes endormi
S’il fallait pour te plaire lever des vents contraires
Dans un désert sans vie, je trouverais la mer

Et s’il fallait le faire, j’arrêterais la pluie
Elle fera demi-tour le reste de nos vies
S’il fallait pour te plaire t’écouter chaque nuit
Quand tu parles d’amour, j’en parlerais aussi

Que tu regardes encore dans le fond de mes yeux
Que tu y vois encore le plus grand des grands feux
Et que ta main se colle sur ma peau, où elle veut
Un jour si tu t’envoles, je suivrais, si je peux

Et s’il fallait le faire, je repousserais l’hiver
A grands coups de printemps et de longs matins clairs
S’il fallait pour te plaire, j’arrêterais le temps
Que tous tes mots d’hier restent à moi maintenant

Que je regarde encore dans le bleu de tes yeux
Que tes deux mains encore se perdent dans mes cheveux
Je ferai tout plus grand et si c’est trop ou peu
J’aurais tort tout le temps, si c’est ça que tu veux

Je veux bien tout donner, si seul’ment tu y crois
Mon cœur veut bien saigner, si seul’ment tu le vois
Jusqu’à n’être plus rien que l’ombre de tes nuits
Jusqu’à n’être plus rien qu’une ombre qui te suit

Et s’il fallait le faire





Friday, February 13, 2009

Ardor santificado


Arde na conjunção.Incendeia o vapor na multiplicação.Vibram as mesas das janelas e as tuas pestanas são alimento perpétuo.
Majéstico espiar de lápides!Orações imbatíveis cruzam dependências que se tornam ornamentos de museus insidiosos.
Luz, arte Antiga de meus filamentos, ruge nas alumiações e nas cadências ferventes das alturas e dos olhares trevosos!Sê minha filha hoje e sempre, sê o olhar de meus silêncios sedosos e terroríficos!

Não grites que não te faço mal, sei de cor a melodia dos mortos-vivos.Não lhes tenhas receio, são carinhosos nas suas deambulações petrificantes.Sentem-te os passos e recuperam-se nas águas , afinal as ondas levantam-se quando o céu as mortifica e as oferece em sacrifício.Arranha-as e tornar-te-ás maré.

Afinal, o som das silhuetas sabe seduzir o dia, pertence-lhe.


Monday, January 12, 2009

Digo-te


Serenamente... destemidamente!
Água veludo caixa trevo canção

Alimenta o meu olhar

Caço os horizontes

Assim prosseguem os amantes

Entranham-se

Nas rubras alucinações

Sunday, January 11, 2009

O Toque Supremo


Movimento que satisfaz o mecanismo da Alma.Mas a Alma, reincidente no crime,avança nas torres, esvoaçando nos dorsos dos cavalos. Torna-se tão pura que as chamas não a alcançam, é a própria chama a suplicar. Todas as flores do recanto sagrado fazem vénias ao inesperado flamejar deste Abraço.

Não seria de imaginar que a luz produzisse certos efeitos frementes mas a treva foi primordial no reaproximar dos estados contíguos.As mãos que dantes temiam o fulgor estão agora unidas no Verbo.Os corações outrora atingidos por arpões estão agora a sarar nos braços de lascívias puras e de violações especiais.A Alma toca a Voz e reage a Melodia.

Apenas Sentir.

Thursday, January 8, 2009

É Primavera


Rasto de sol nas lúgubres saletas.Um pingo de cera a escorrer na pele dos vidros.Um aceno majéstico que planeia lápides em sementes de húmus nos quadrilhos.

A quadrada esfera que contagia as horas.O inexistente relógio que grita e não tem clemência.Se as esferas são paralelas as águas encontram-se nos dedais.

Já não fere a tempestade.Já não esbracejam sequer os tumultos da lição.Já não sopram aos verdugos as sinetas da tortura.

Ouvem-se palmas dobradas,gritos de guerra e mantras divinos.

Regressos imaculados,filhos de uma dor santificada.

Tuesday, January 6, 2009

Lume


Visito o átrio,
novamente.
reinstalo-me
no meu próprio
Templo

-A memória estala nas redundâncias.

Monday, January 5, 2009

Lanternas e Odisseias

Não há murmurar mais belo
que o de batalhas sangrentas
em que a alma dos dias passados
deambulará sem rumo
nas cortinas que esvoaçam
dentro de dentro da Alma

Saturday, January 3, 2009

Pulso


Impõe-se

nas crateras

uma luminosidade

antiga e

crescente

que

seja capaz de

implorar-se

nas artérias



Friday, November 14, 2008

Temporização


Traços rasgados na sombra
despedaçam risadas
nas penumbras
da Lua empolada na saliência
inquieta das horas
e celebram insanidades
impertinentes
no desmembrar das dores

os fechos das masmorras
desabam ardores urgentes
na pacificidade do langor
terno
das cascatas

Thursday, November 13, 2008

O Magma de Novembro


Magma de Novembro
O meu magma
As artérias compulsas a alisar
crateras desencovadas nas planícies das palavras
rudes anjos bélicos constantes na sede fervente

As espadas cruzadas na areia movediça
espelham as asas da coruja
esplêndida cereja a brotar ondas
no meu manto de vítimas
imponente suicido as luzes
entrego-te às varizes da tortura

Surpreendem os caules
que se arrastam nas amenas luas
são fantasmas alistados
na permanente solidão de sentir
o infinito
enroscado
nos olhos da serpente
que é águia real


Wednesday, November 12, 2008

Turbulência


Retalho o senso encostada à divagação e entrelaço a sombra no capuz da erótica melodia , do sempre que te contagia, do lume que aquece os teus passos, célebres na morbidez da velocidade com que te rasgo a pele.

Serei sempre coveira dos tesouros ensolarados nas distantes eras em que as árvores se juntavam nas penumbras secas e os olhares das lunares inquietações eram infernos pequenos de tétricas letras a sangrarem dos teus lábios.

Agora, seco as fontes das ameaças e trituro-as após degolar as visitas da dor esparsa , porque sou etereamente composta de directrizes sem tempo e tenho o poder de esventrar os langores tépidos dos horizontes.

Enfrento os universos calados da espera que angustia a varanda fúnebre, estendo tapetes retalhados na fímbria das manhãs e escuto o fulgor das minhas garras a colherem alimento na simbólica arena.

Wednesday, October 15, 2008

Em redor


Navegam imprecisas as folhas da multidão que risca, insensata, a permanente saudade e a doce melancolia dos préstimos ousados nos senis bailados de uma só cor.Reage a calma na dobra do lençol rendado do caixão e fura artérias a magnificência curvilínea das avenidas do sentimento.

Friday, October 10, 2008

No lago




R No fundo do lago

Os proscritos e os enjeitados

Rasgam manuscriptos

Sangram realezas

Vasos e oferendas são luxos insanos

Não se encontram os diabos

A luz meia ofuscada treme na chama

Os proscritos avançam e matam

Chacina na permanência o ócio

De séculos de escravidão

Dá a mão à escuridão , pois o tempo feroz que há-de vir encadeia-se nas Almas límpidas .O último esforço é ténue e satisfaz os homens, não os Imortais.

Praias obscuras como as conhecem os proscritos na sua marcha irreprimível, na candura abrasadora de uma tortura inconformada; os teus desígnios são pó que se acumula no móvel que escolhi há mais de quatrocentos anos, e até hoje não conheceste o meu nome.

Hás-de gritar pela minha fome e conhecer o pesar que agora se arroja líquido de caules milenares na parede dos lençóis vermelhos. Não! Não lhes toques…

E seguem

Os proscritos

A marcha entérica

Das águas fixas









Tuesday, September 30, 2008

Razão da razão

Um espectro cadavérico, quase incendiário inclina a fronte

Banha-se na fonte sagrada e volta-se em carícias de cardos na

Extremidade de um só plano que voga precipícios calmos parados

Na parafernália quente , luzidia,áspera,

Melancolia ténue a arder lascas de fogo de milénios

Graves orientais que fendem gravuras

No lacre.



Friday, September 26, 2008

Po(r)ção










Dá-me um olhar e eu fulmino-te sem misericórdia

Nesta vida de morte podes alastrar a tua dor

Podes adulterar todo o sentido são olhos vazios que planam

Nas palavras insensatas e fúteis a serpentearem asas de morcego em fogo sulfato ácido terramoto

Pontos ilustrados fantasmagoria fulgor

Nada supõe simpatia fácil…

Tudo ordenado em desalinho assim me deleito deito-me no leito abandonado das eras, espremo laços de ramos de flores para defuntos, amarro-te à terra e desenterro o teu terror

Espera-me…das sombras renasce frio nevoeiro!






Wednesday, August 13, 2008

VIVA : LÚCIDA: VOANDO



RENASCIMENTO








(continua)

Thursday, July 17, 2008

FullMoon-Imperial


Não nego uma vez mais que gosto de mim, consigo amar-me por ser quem sou. E quanto mais me distancio da humanidade que tentam imprimir-me , mais avanço.Mais me descubro e mais quero aprender, mais e mais ... Não me dizem nada os jogos que tentam fazer, não lhes dou crédito, não me despertam raiva, mas uma quase pena, nada mais. Olho-me e vejo-me voar sem prisões impostas , Livre e sempre Imperial.


Impecável este reconhecimento , interminável...


Sempre voltamos a Nós.

Tuesday, July 1, 2008

Ascensão


Prepare-se tudo que há de melhor para Me satisfazer o Ser , porque Eu cheguei.Vim de um sítio tropical onde não falta água para Me deliciar e onde os oásis compensam.Sou a tua morada e o teu espelho cósmico.Reverencia-Me porque EU SOU a invencível armada que te presta guarda e honra em cada segundo de existência.Escuta-me.Avança.Reluz porque EU SOU o Sol que precisas de compreender e sentir e accionar.EU SOU a força e a alegria unidas no mesmo ramo Ancestral.


Bem-vinda novamente.Nunca chegaste a desaparecer,por mais voltas que dês, a Mim retornas.