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Friday, October 10, 2008

No lago




R No fundo do lago

Os proscritos e os enjeitados

Rasgam manuscriptos

Sangram realezas

Vasos e oferendas são luxos insanos

Não se encontram os diabos

A luz meia ofuscada treme na chama

Os proscritos avançam e matam

Chacina na permanência o ócio

De séculos de escravidão

Dá a mão à escuridão , pois o tempo feroz que há-de vir encadeia-se nas Almas límpidas .O último esforço é ténue e satisfaz os homens, não os Imortais.

Praias obscuras como as conhecem os proscritos na sua marcha irreprimível, na candura abrasadora de uma tortura inconformada; os teus desígnios são pó que se acumula no móvel que escolhi há mais de quatrocentos anos, e até hoje não conheceste o meu nome.

Hás-de gritar pela minha fome e conhecer o pesar que agora se arroja líquido de caules milenares na parede dos lençóis vermelhos. Não! Não lhes toques…

E seguem

Os proscritos

A marcha entérica

Das águas fixas