R No fundo do lago
Os proscritos e os enjeitados
Rasgam manuscriptos
Sangram realezas
Vasos e oferendas são luxos insanos
Não se encontram os diabos
A luz meia ofuscada treme na chama
Os proscritos avançam e matam
Chacina na permanência o ócio
De séculos de escravidão
Dá a mão à escuridão , pois o tempo feroz que há-de vir encadeia-se nas Almas límpidas .O último esforço é ténue e satisfaz os homens, não os Imortais.
Praias obscuras como as conhecem os proscritos na sua marcha irreprimível, na candura abrasadora de uma tortura inconformada; os teus desígnios são pó que se acumula no móvel que escolhi há mais de quatrocentos anos, e até hoje não conheceste o meu nome.
Hás-de gritar pela minha fome e conhecer o pesar que agora se arroja líquido de caules milenares na parede dos lençóis vermelhos. Não! Não lhes toques…
E seguem
Os proscritos
A marcha entérica
Das águas fixas








