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Friday, September 26, 2008

Po(r)ção










Dá-me um olhar e eu fulmino-te sem misericórdia

Nesta vida de morte podes alastrar a tua dor

Podes adulterar todo o sentido são olhos vazios que planam

Nas palavras insensatas e fúteis a serpentearem asas de morcego em fogo sulfato ácido terramoto

Pontos ilustrados fantasmagoria fulgor

Nada supõe simpatia fácil…

Tudo ordenado em desalinho assim me deleito deito-me no leito abandonado das eras, espremo laços de ramos de flores para defuntos, amarro-te à terra e desenterro o teu terror

Espera-me…das sombras renasce frio nevoeiro!






Wednesday, June 25, 2008

Auto-súplica


Nas alturas em que é preciso não me lembrar para poder equilibrar-me e fazer de conta que "aquilo" não existiu na minha vida é quando com um som bem potente mais depressa me vem à memória!Não é tempo de me lembrar nem de fazer viva essa memória!Não quero essa deprimente recordação.Finjo que não é nada.E sigo em frente com a ferida semi-fechada.

Saturday, June 16, 2007

SPLEEN DE VERÃO

Poema-Acto

As nuvens choram silêncios temperados

Na melancolia, silêncios são poderosas cachoeiras que a mão humana não ousa tocar

Cedo os fios de luz se ligam

Ao inverno do sol e se aprontam

Para a melodia da chegada

Não admiro a confecção das lutas ingratas

Novo dia desponta nos braços da flor

Encharcada pela claridade

E cerro a cortina da tristeza

Para dançar no meu palco radiante

Pelo meu regresso