Poema-Acto
As nuvens choram silêncios temperados
Na melancolia, silêncios são poderosas cachoeiras que a mão humana não ousa tocar
Cedo os fios de luz se ligam
Ao inverno do sol e se aprontam
Para a melodia da chegada
Não admiro a confecção das lutas ingratas
Novo dia desponta nos braços da flor
Encharcada pela claridade
E cerro a cortina da tristeza
Para dançar no meu palco radiante

