
Magma de Novembro
O meu magma
As artérias compulsas a alisar
crateras desencovadas nas planícies das palavras
rudes anjos bélicos constantes na sede fervente
As espadas cruzadas na areia movediça
espelham as asas da coruja
esplêndida cereja a brotar ondas
no meu manto de vítimas
imponente suicido as luzes
entrego-te às varizes da tortura
Surpreendem os caules
que se arrastam nas amenas luas
são fantasmas alistados
na permanente solidão de sentir
o infinito
enroscado
nos olhos da serpente
que é águia real


