
Rasto de sol nas lúgubres saletas.Um pingo de cera a escorrer na pele dos vidros.Um aceno majéstico que planeia lápides em sementes de húmus nos quadrilhos.
A quadrada esfera que contagia as horas.O inexistente relógio que grita e não tem clemência.Se as esferas são paralelas as águas encontram-se nos dedais.
Já não fere a tempestade.Já não esbracejam sequer os tumultos da lição.Já não sopram aos verdugos as sinetas da tortura.
Ouvem-se palmas dobradas,gritos de guerra e mantras divinos.
Regressos imaculados,filhos de uma dor santificada.


