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Friday, January 2, 2009


O alimento,devoram-no os corvos nas escarpas.Retalham feridas que embebedam langores.Secam os rios que sobem às árvores e as árvores vertem novos rios só para que grites na melodia.
Agora,deixa que te diga(outra hipótese não tens),sempre que escorre lama nas pedras,é como se arrancasses a pele aos sonhos e os vivesses.

Thursday, July 31, 2008

Pacífico Samsara

Não sei bem, mas estou certa de que por algum motivo é.Vamos a isto.

Febrilmente me abandono ao sereno cantar das imprescindíveis lutas.Olho as ruelas do desatino, sei-lhes os segredos.Afasto-me dessas ilusões.Observo a quietude aparente dos desígnios eleitos para este Agora.Invento sonoridades e elas são calmantes para pensamentos retorcidos.

Sunday, June 3, 2007

SEMÁFORO





Rasgar a máscara ao sopro insensato do esboço,dilacerar a sombra que trespassa os confins da memória,salientar a veia que não esconde a razão submergida numa dolente ilusão ,carnuda e áspera, lobrigar a sentinela que permito fantasiares-te.
Para contornar a iluminação das jaulas do pensamento,
Para sentir o regresso da infinita exaltação de dor que te oferta
Prazer desmesurado nos trópicos da insalubre mansão cénica.