Hoje quero ver-te rendido perante mim
Fazer-te gritar de dor e desespero
Porque me obrigas a tornar-te assim
Meu servo tão frágil e sincero
De rimar eu nunca gostei
Foi traço que sempre recusei
Mas agora vendo-te amordaçado
Grita em mim este triste fado
Hoje é o dia em que te torturo
Sem remorsos amordaçados
Sentindo-te meu neste futuro
De tão alegres pecados
O teu corpo ferido não me dói
Não me cativa este mártir
0 teu ciúme só te corrói:
Não te deixo reagir.

