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Monday, April 23, 2007

Uiva, vento célere do tormento

A ti já não te pertenço

Proibo-te de resfriares

O passado imperfeito

Nas ruínas de teu secreto senso

Habitam fantasmas

Nesses corredores

Indecentes flamas

Trespassam-te

Num só trejeito!

Não te obedeço.

Esgares

Uma nova rotina trepida

Nas faces da solidão vencida

Violência camaleónica

Toca-me sem avisar

Serpentes esperam o recorte

Da interminável história

Traços inesquecíveis