Uiva, vento célere do tormento
A ti já não te pertenço
Proibo-te de resfriares
O passado imperfeito
Nas ruínas de teu secreto senso
Habitam fantasmas
Nesses corredores
Indecentes flamas
Trespassam-te
Num só trejeito!
Não te obedeço.
Esgares
Uma nova rotina trepida
Nas faces da solidão vencida
Violência camaleónica
Toca-me sem avisar
Serpentes esperam o recorte
Da interminável história
Traços inesquecíveis

