Admite
Erraste
Não poluas os meus riachos
Com produtos senis e pretensiosos
Não te fica bem essa arrogância
Ela pertence apenas aos deuses
Espreme o sumo das lentes
Sentimentos eloquentes
Nas asas da minha vitrine
Nada sabes
Nada entendes
Querias ter explorado a selva vadia dos meus pesares mas a minha dor foi sempre o colorido da tua insatisfação. Olha-me então, nos olhos da tua lápide púrpura e desdenha a sombra da massacrada

