
I'M WATCHING YOUR STEPS
Escultural devaneio



ESTAMOS CÁ TODOS E MUITO ESPERAMOS:EIS A LIBERTAÇÃO!
És palavra inacabada,
Sonho indeterminado
Língua de fogo encantada d’ Além
Imprecisa és, minha intensa sentença
És lago dourado e aprendiz silhueta certa
Louca semente espelhada na minha suavidade
Lâmina certeira e infame aqui estamos outra vez
CESSEM OS TUMULTOS NA ALMA
Enternecida , a minha musa levantou-se e enfrentou o julgamento com majestade e com a coragem amazona que sempre a acompanhara. Estava perfeita. Envolvida no manto escarlate que lhe oferecera, bastara um olhar e os juízes caíam a seus pés. Não puderam levá-la ao cadafalso, não ousaram sequer tocá-la. E seguiu o seu caminho guardada pelos seus anjos dourados de reflexos, um caminho de luar sem fim...
MM.

Não mexam comigo, não insistam em discriminarem-me,não vos vale a pena.Ainda bem que não sou da vossa raça.Engraçado como vocês falam tão mal o Português hahahaha Então reduzam-se à vossa insignificância e respeitem para serem respeitados.Seus arianos desgraçados!Para não dizer bem pior.Alerto-vos de que comigo não há brincadeira,estamos entendidos?Agora ide pela sombra,ide e não volteis,a porta está fechada.Adeus.
Na melancolia, silêncios são poderosas cachoeiras que a mão humana não ousa tocar
Cedo os fios de luz se ligam
Ao inverno do sol e se aprontam
Para a melodia da chegada
Não admiro a confecção das lutas ingratas
Novo dia desponta nos braços da flor
Encharcada pela claridade
E cerro a cortina da tristeza
Para dançar no meu palco radiante
Não mudam os tempos que eu não quero que mudem, 
Água de centenárias raízes ao luzir emprestadas
A serenidades doces e agitadas
Encontro-te nas luzes sagradas
O caminho dos sete silêncios
Celebrando o ressurgir
Nadamos em bibliotecas aquáticas
Sinónimos interiores de espuma rendilhada
Norte é o segredo intuitivo da nossa alvorada
Abraço orgiástico lento de prazer na voz calada
Levantam-se navios, enfrentam-se batalhas e o corredor do silêncio é festa nacarada, envolvendo cheiro embutido da lembrança. O Sol é inconsistente em paixões arenosas.
Encontros e desencontros confluem e num eterno regresso estou aqui, magnânima na minha história acelarada.
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Que estarias a meu lado
Num encontro fugaz mas planeado
Pelos seres da eterna verdade
Senti-te sem precisar
De ver-te tão perto
Porque era já um facto adquirido
Um quadro a óleo incompleto
Mas eles queriam mais...
E quando dei por mim
Estremecia já no teu olhar
Naqueles pormenores
Só nossos ardores fatais
Que nunca morreram
Uma dança de véus sem fim
A tua atitude era a mesma de sempre
Mente com mente lutavamos
Contra o nosso eterno pacto
E não disfarçamos bem, olhamos
O passado solenemente
E só queríamos regressar
Até agora o teu beijo me inquieta
Mas sei que não devo voltar a amar-te
Porque ainda te amo dolorosamente
E tu, continuas também a amar-me
E a não compreenderes o porquê
De eu te ter dito Adeus, breve
Sem condimentos cénicos
Decidi amarrar-me à frieza
E desculpa, de lá não quero sair.
“As carícias”, de Fernand Khnopff

Encontrei-te num claustro impreciso, tinhas o travo dos fantasmas ideais e a aparência incestuosa das mãos sádicas do silêncio. Encerrado, movias-te ao som dos melodiosos beijos dum longo e intocável olhar. Aproximei-me.
Esperaste que me debruçasse na janela do teu desejo e sem que emitisses um som, eu ouvía-te rezares, contorcias o corpo como uma mola impulsionada pelo desdém de uma Deusa. Querias e não podias atravessar a muralha inexistente das orientais luzes desse ímpeto esquelético. Já o silêncio vergastava a cor da tua odisseia onírica quando gritaste ao sentires as unhas cravadas na carne opaca da fuga.
Já era novo dia quando regressei e te encontrei baloiçando nas sementes, procuraste sentir o sol triangular que invadia a tua irónica e indecente postura. Chamavas-me e eu não aparecia. As feridas eram demasiado deliciosas para que pretendesses curá-las, um fio de água intermitente aquecia a tua mordaz e cada vez mais quente harmonia.
Chamavas-me, e não me sabias. E continuavas a chamar-me, mas era o deserto das minhas chamas , lanças que te atravessavam os cabelos, o único tesouro que sentias estar perto mas inocentemente inacessível.

Erraste
Não poluas os meus riachos
Com produtos senis e pretensiosos
Não te fica bem essa arrogância
Ela pertence apenas aos deuses
Espreme o sumo das lentes
Sentimentos eloquentes
Nas asas da minha vitrine
Nada sabes
Nada entendes
Querias ter explorado a selva vadia dos meus pesares mas a minha dor foi sempre o colorido da tua insatisfação. Olha-me então, nos olhos da tua lápide púrpura e desdenha a sombra da massacrada
Não gosto deste tipo de música mas esta está tão cute lol
Frankie Goes to Hollywood-THE POWER OF LOVE
Hoje respiro Amor, não daquele Amor banal cuja palavra não se justifica. Consigo sentir Amor por quem me odeia, mesmo pelo sofrimento ao qual tenho estado votada. Gott! Como tenho crescido neste labiríntico cemitério vivo! Como é importante valorizar aqueles que fazem parte da nossa vida e não pensarmos apenas em nós próprios, como é magnânima a sensação de ofertar ao nosso próximo o reconforto e a harmonia que tantas vezes lhes têm sido vedadas. Mas o melhor de tudo é mesmo mostrar àqueles que vagueiam nas trevas da ignorância que existe vida a pulsar furiosamente num olhar meigo e doce.
É surpreendente como os ritmos lunares entreabrem certas moradias e nos convidam a viajar sem ficarmos deslumbrados por uma qualquer viagem astral pseudo-nasa. O próprio choro é hoje a certeza, sem filosofias, de que cada lágrima transformou realmente o animal que devorava os indefesos. Sem cruzes.
O Planeta sangra, pontapeado pelo cimento ácido do ser humano, e eu choro com Ela,a Mãe Terra, que está a proporcionar-me mais uma estadia. Sinto a dor de povos que nunca conheci e o chamamento dos seres que me observam, com uma atitude compassiva e cheia de ternura. Não , não recuso os vossos ensinamentos, agora sei o que vos move, Obrigada pelo convite cósmico e por me ensinarem a amar sem vergonha.
Magnetikmoon
Fazer-te gritar de dor e desespero
Porque me obrigas a tornar-te assim
Meu servo tão frágil e sincero
De rimar eu nunca gostei
Foi traço que sempre recusei
Mas agora vendo-te amordaçado
Grita em mim este triste fado
Hoje é o dia em que te torturo
Sem remorsos amordaçados
Sentindo-te meu neste futuro
De tão alegres pecados
O teu corpo ferido não me dói
Não me cativa este mártir
0 teu ciúme só te corrói:
Não te deixo reagir.
You are my personal possession,
You're mine alone
You are my personal possession,
My very own.
Nobody else must kiss you but me,
Nobody else must miss you but me.
Nobody must dream of you but me,
And nobody else must love you but me.
You're my personal possession,
That's what you are.
You're my magnificent obsession,
My lucky star.
I own you exclusively,
Darling, you belong to me.
You're my personal possession,
My precious love!
(Background vocals:)
(Nobody else must kiss you but me,
Nobody else must miss you but me.
Nobody must dream of you but me)
(Nat:)
And nobody else must love you but me.
You're my personal possession,
That's what you are.
You're my magnificent obsession,
My lucky star.
I own you exclusively,
Darling, you belong to me.
You're my personal possession,
My precious love!
♏
Nat King Cole